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Tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher (Gn 16.3)


Mormonismo. Aceitou, durante muitos anos, a poligamia, alegando que Joseph Smith havia recebido uma revelação do Senhor de que o casamento polígamo era a vontade de Deus para os seus seguidores. Hoje, admite esse tipo de união como plano divino para o homem glorificado.

Islamismo. Cita o texto em estudo para apoiar a prática da poligamia.

Resposta apologética: A poligamia, união de um homem com várias mulheres, não deve ser confundida com o adultério, que implica cobiça e/ou relacionamento sexual com a mulher do próximo. A Escritura registra alguns casos de poligamia, inclusive de homens abençoados por Deus, como patriarcas e reis de Israel. O relato da poligamia no Antigo Testamento tem sido usado pelos defensores dessa prática. Algumas vezes, sua origem era a infertilidade das esposas, como no caso de Abraão e Jacó (6.1-4; 30.1-5). Em outras, era as alianças políticas com reis estrangeiros, seladas com casamentos, com no caso de Salomão (1Rs 11.1).

Questiona-se a bênção divina sobre as pessoas que viviam de modo diverso do que Deus ordenou. Deus, porém, abençoa as pessoas não pelo fato de elas estarem aquém de seu ideal, mas a despeito disso. Muitos homens não deixaram de ser abençoados por terem adquirido outras esposas, mas por outros motivos. Davi e Salomão, apesar de serem polígamos, foram abençoados por causa da graça de Deus. Aliás, a Bíblia registra o alto preço da poligamia de Salomão (1Rs 11.4).

Em Mateus 19.4-6 e Marcos 10.6-9, Jesus cita o relato da criação da mulher e a instituição do matrimônio (2.22-25) como fundamentos para o casamento monogâmico. Conforme as palavras de Jesus, em Marcos 7.7-9, as tradições humanas não podem invalidar o mandamento de Deus. A monogamia fundamenta-se no mandamento de Deus. Já a poligamia, nas tradições humanas.

Os relatos bíblicos de poligamia descrevem costumes ou tradições de origem humana. O casamento monogâmico tem sua raiz no mandamento de Deus; ou seja, na vontade revelada do Criador, que, depois de ter criado o homem, deu-lhe “uma mulher e disse já não serão dois, mas uma só carne” (2.22-24; Mc 10.8). Não é boa prática cristã transformar em mandamentos os exemplos registrados na Bíblia para nosso ensino e admoestação (Rm 15.4, 1Co 10.11; 2Tm 3.16. V. tb. 1Rs 11.3).


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