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Inclinou-se à terra (Gn 18.2)


Catolicismo Romano. A Igreja Católica usa o costume dos orientais de prostrar-se diante de uma pessoa de posição para justificar essa mesma prática diante das imagens dos “santos” que ela mesma consagrou. O texto em referência nos informa o seguinte: “E levantou [Abraão] os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra”. O que não deixa de ser mais um argumento para essa Igreja fundamentar seu ensino sobre idolatria..

Resposta apologética: Há muitos casos na Bíblia em que se prostrar diante de outra pessoa é aprovado, conforme o texto em estudo, mas o contexto é muito diferente. Primeiro, as pessoas se prostravam por respeito e não por reverência ou culto. Segundo, o ato de prostrar-se foi entendido como uma prática social e não como um rito religioso. Terceiro, a Bíblia condena prostrar-se diante do anjo que esteja a serviço de Deus (Ap 22.8,9). Quarto, a Bíblia claramente condena a reverência diante de qualquer imagem em veneração religiosa de culto ( Êx 20.4). E, finalmente, Deus sempre agiu no sentido de evitar tal prática.

Querem ver um exemplo? Sabendo Deus que os devotos israelitas poderiam ser tentados a venerar os restos mortais de Moisés, o que fez? Enterrou-os em um lugar onde ninguém soubesse (Dt 34.6). Seu alvo aparente foi prevenir a idolatria que o diabo deseja encorajar (Jd 9).

Quanto ao texto em estudo, havia, ainda, a possibilidade de Abraão ter entendido tratar-se de uma aparição divina, mesmo não conhecendo a natureza triúna de Deus.


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