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E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá (Êx 33.21-23)


Ceticismo. Para os céticos, estes versículos apresentam contradição, pois não concordam entre si com a possibilidade de o homem poder ver o Senhor face a face.

Resposta apologética: A inaptidão dos céticos quanto às questões espirituais é o seu maior obstáculo para que possam compreender os conceitos textuais bíblicos. São coisas bem diferentes: contemplar uma representação de Deus em forma de figura humana ou algo semelhante e testemunhar com os olhos humanos a glória celeste e descoberta de Deus.

O texto em destaque nos mostra que Deus (o Pai), por sua infinita bondade, não deixou que Moisés visse aquilo que ele, certamente, não poderia resistir (33.20). Por isso o Senhor lhe mostrou apenas o que Moisés poderia ver: “as costas” (33.23). O versículo 22 é responsável pela descrição do zelo de divino para com seu servo, porque, segundo a advertência divina, Moisés teria morrido se tivesse visto a face do Altíssimo.

No evangelho de João, temos a afirmação de que Deus (o Pai) fora revelado pela imagem humana de seu Filho, Jesus Cristo. Paulo, por sua vez, diz ser perfeitamente possível contemplar o resplendor divino de forma íntima, imanente (2Co 4.6). E é desse mesmo apóstolo o testemunho de que Cristo, uma vez glorificado com o Pai, já não podia mais ser contemplado por ele face a face: “Subitamente o cercou um resplendor de luz do céu”(At 9.3).

Jesus atestou a possibilidade de contemplação de Deus (o Pai) apenas em representação humana: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).


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