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Visita a iniquidade dos pais sobre os filhos (Nm 14.18)


Maldição hereditária. Os seguidores desta doutrina usam este versículo para justificar e promover a idéia de um Deus vingativo que castiga, indiscriminadamente, gerações posteriores por causa das ações funestas de seus ancestrais.

Resposta apologética: O texto em pauta está relacionado à nação de Israel e à idolatria. Nada diz a respeito de “espíritos” do alcoolismo, do adultério, da pornografia, etc. O ensino desta passagem é que o pecado tem efeitos ou conseqüências funestas, não apenas para quem o pratica, mas também para os outros. Os filhos que pecam pelo exemplo dos pais demonstram que não amam a Deus. Mas o Senhor Deus, de forma alguma, irá amaldiçoar os filhos dos idólatras simplesmente por serem seus filhos, mas por se tornarem participantes e imitadores dos pecados dos pais.

De igual modo, Deus não irá abençoar os filhos dos fiéis simplesmente por serem seus filhos, antes, fará que se tornem participantes e imitadores da fidelidade dos pais. As maldições bíblicas que aparecem no Antigo Testamento recaem sobre todos aqueles que não desfrutam da comunhão com Deus (Dt 27.11-25; Ml 2.2). Os justos (os crentes fiéis), todavia, abençoados por Deus, não podem ser amaldiçoados (23.8,23; Pv 3.33; 26.2; Rm 8.33,34; 1Jo 5.18).

Ao mesmo tempo em que a Bíblia previne sobre as conseqüências do pecado, também ensina (e faz isso claramente) sobre a responsabilidade de cada indivíduo. Todos nascemos pecadores, ou seja, sob o domínio do pecado (do pecado original). Mas cada um de nós é responsável pelos pecados que comete e prestará contas de seus atos a Deus (Jr 31.29-30; Ez 18.20; Rm 6.6-7; 1Co 5.7; Gl 3.13; Cl 2.14,15).


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