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Estando ele, porém, num profundo sono [...] entre seus pés se encurvou, caiu (Jz 4.21; 5.27)


Ceticismo. Afirma que há contração entre estes versículos por entender que um relata que Sísera foi morto enquanto dormia (estava deitado) e o outro, que Sísera se achava de pé no momento do ataque de Jael.

Resposta apologética: O esclarecimento para esta suposta contradição depende, antes de tudo, do reconhecimento do caráter poético da narrativa de Juízes 5, algo difícil para aqueles que desconhecem as regras básicas de exegese bíblica, como a maioria dos céticos. O subtítulo deste capítulo, na versão ACF, é: "O cântico de Débora e Baraque", o que dá a entender, de pronto, tratar-se de um poema (um salmo). Como exemplo, lemos, em Juízes 5.4, expressões do tipo: "a terra estremeceu", "até os céus gotejaram" e "até as nuvens gotejaram água". E no versículo 5: "os montes se derreteram". Essa linguagem deve, necessariamente, ser tomada no contexto poético, porque as metáforas expostas, como sabemos, se referem à ocorrência de Êxodo 19.18 (a presença divina no Sinai) e aos fatos sobrenaturais ocorridos.

Isto posto, fica claro que a expressão "caiu", repetida uma vez na referência 5.27, não desmerece o relato do texto 4.21, já que pode estar poeticamente relacionada à "queda", não do corpo de Sísera, mas de seu poder e arrogância. Neste sentido, 1Samuel 15.28 afirma que Deus "rasgou" o reino das mãos de Saul, metáfora que significa: "tirou com violência".


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