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Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc. 23.46)


Espiritismo. Declara que se Jesus ao morrer entregou sua alma nas mãos de Deus é porque tinha uma alma distinta da de Deus, logo, não era Deus.

Resposta apologética: Em primeiro lugar, os espíritas carecem de esclarecimento quanto à veracidade da Trindade divina que, embora não esteja notadamente declarada na Bíblia, surge de forma límpida na compreensão de todo o contexto do Antigo Testamento e do Novo, conforme podemos constatar pelos atributos incomunicáveis de cada uma das pessoas a Trindade: Eternidade: o Pai (Sl 90.2), o Filho (Is 9.6) e o Espírito Santo (Hb 9.14). Onipotência: o Pai (Is 14.27), o Filho (Fp 3.21) e o Espírito Santo (1.35). Onisciência: o Pai (Sl 139.1-6), o Filho (Cl 2.2,3) e o Espírito Santo (1Tm 4.1). Onipresença: o Pai (Hb 4.13), o Filho (Mt 18.20) e o Espírito Santo (Sl 139.7-10). E divindade: o Pai (Jo 17.3), o Filho (Rm 9.5) e o Espírito Santo (At 5.3,4).

Por outro lado, analisando especificamente a questão da deidade de Jesus, constatamos que ela pode ser encontrada em textos como Colossenses 2.9, que declara: "Porque nele [em Jesus] habita corporalmente toda a plenitude da divindade". Plenitude é um predicado que confere totalidade, absoluta abrangência. Neste caso, insere a "virtude divina".

O pretenso entendimento de que "havia almas distintas" entre o Pai e o Filho perde sua força diante da seguinte declaração de Jesus "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30), o que prova a crença trinitária da unidade composta de Deus. Os espíritas parecem ter mais dificuldade de entendimento do que os fariseus contemporâneos de Cristo, que, por terem perfeitamente compreendido que Jesus se declarou Deus, quiseram apedrejá-lo (Jo 10.31,33).


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