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E todos foram cheios do Espírito Santo (At 2.4)


Testemunhas de Jeová. Pelo fato de os discípulos terem sido cheios do Espírito Santo, declaram que o Espírito Santo é uma força ativa de Deus.

Resposta apologética: O argumento usado por esse grupo religioso nada mais é do que uma grande demonstração de despreparo teológico. Vejamos o que diz: “Se uns 120 discípulos ficaram simultaneamente cheios de espírito santo, como poderia este ser uma pessoa?”. E prosseguem: “Não, mas ficaram cheios da força ativa de Deus”.

Se o derramamento do Espírito Santo (2.33; 10.45) fosse uma evidência contra a sua personalidade, então o apóstolo Paulo também não seria uma pessoa, pois escreveu, acerca de si próprio: “Mesmo que eu esteja sendo derramado como oferta de bebida...” (Fp 2.17; 2Tm 4.6 – TNM). Se o apóstolo Paulo, obviamente, é uma pessoa real e pôde ser mencionado nas Escrituras como sendo derramado, então a mesma expressão, referindo-se ao Espírito Santo, dificilmente poderia ser usada como uma prova contra sua personalidade. O fato de alguém ser ou estar cheio do Espírito Santo, ou revestido dele, não quer dizer que o Espírito Santo seja impessoal. A expressão “encher a todos” é aplicada, em Efésios 1.23, a Jesus Cristo. Será que, por causa dessa citação, podem dizer que Jesus é uma força ativa?

Apresentando, ainda, a mesma linha de argumentação da Sociedade Torre de Vigia, perguntamos: “Como Jesus pode ser uma pessoa e alguém ser a sua morada?”. Afinal, Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14.23). O apóstolo Paulo declarou: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19). Como Jesus poderia ser formado em alguém se é uma pessoa? Mas vejamos o que Paulo disse em Gálatas 2.20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Será que as Testemunhas de Jeová poderiam explicar esse fenômeno? Negam a personalidade de Jesus por causa disso? É óbvio que não! Então, por que negam a personalidade do Espírito Santo, valendo-se do mesmo argumento? Agem dessa forma porque não se preocupam em ensinar a Bíblia, seu objetivo é impor crenças peculiares (V. comentário de Mt 3.11).


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