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E tu, ó rei, dá-me licença que eu matarei o dragão (Acréscimos de Daniel 14.25)


Catolicismo Romano. O texto apócrifo afirma que Daniel matou o dragão fazendo-o ingerir uma espécie de bolo.

RESPOSTA APOLOGÉTICA. Nesse ponto, a narrativa apócrifa assume contornos deveras fantasiosos. Não bastasse a presença de um dragão, o texto diz que Daniel o matou de uma maneira bastante inusitada. Quem não conhecesse a história e tentasse imaginar meios para se matar um dragão, certamente jamais alcançaria tamanha inspiração inventiva: o dragão explode após ter comido um bolo com ingredientes que mais parecem itens dos caldeirões das bruxas em contos de fada. O bolo é feito de pez, uma espécie de piche antigo, alcatrão ou qualquer coisa betumada; sebo, que pode ser entendido como sendo uma substância encontrada nas vísceras abdominais de alguns quadrúpedes; e pelos, não se sabe se de pessoas ou de animais. Algumas versões traduzem os ingredientes, respectivamente, como piche, gordura e cabelos. Numa versão da Midrash, (compilação integral dos ensinamentos homiléticos sobre o Antigo Testamento), os ingredientes são palhas, pregos, peles de camelo e carvão em brasa. Não há detalhes de como o suposto Daniel faz com que o dragão ingira tal alimento. Mas, o fato é que o mesmo parece atuar como uma espécie de artefato explosivo, a julgar pelo resultado: o dragão se arrebenta ou explode. A narrativa é tão fantasiosa e tão discrepante das demais intervenções divinas encontradas no livro canônico que é difícil não traçar uma analogia com os desenhos animados.


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