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Ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos (Mateus 11.25)


Comentário apologético: A postura ofensiva dos deístas, ao considerarem “desequilibrados” todos aqueles que valorizam a revelação como única forma de se conhecer a Deus, perde sua força quando confrontada com esta seqüência.

A soberba daqueles que se consideram sábios aos seus próprios olhos os impede de conhecer aquilo que os humildes e pouco esclarecidos, por revelação, conhecem: Deus! É o que nos mostra o versículo em estudo.

Jesus dirime a questão ao enfatizar que ninguém conhece o Pai a não ser Jesus, e que só pode conhecer o Pai aquele a quem Jesus revelar (v. 27). Posto isso, entendemos que ficam excluídos todos os métodos humanos que, pretensiosamente, se arrogam esta virtude. Ou seja, de possuírem em si mesmos meios racionais de se conhecer a Deus. O elemento essencial desse conhecimento é transcendente, logo, está fora do homem.

Gnosticismo. Ensina que apenas os iniciados em sua filosofia são privilegiados com a redenção, o que, segundo acredita, não está ao alcance dos demais.

Resposta apologética: O ponto mencionado nesta tese gnóstica não pode comprometer, de nenhuma forma, a escolha de Cristo (Jo 15.16). No texto em análise, Jesus dá graças ao Pai por ter desprezado a sapiência humana e os poderosos (que se julgam sábios aos seus próprios olhos), revelando, com isso, que a verdade contida na Bíblia é para aqueles que não têm condições ou oportunidade de acumular cultura ou conhecimento de qualquer espécie. Ou seja, os humildes.

Espiritismo. Afirma que esta referência deve ser aplicada, atualmente, aos “incrédulos” que não crêem no espiritismo e questionam a respeito do suposto motivo pelo qual os “espíritos” se esforçam tão pouco para convencê-los.

Resposta apologética: Os espíritos aos quais os kardecistas se referem são os espíritos dos desencarnados, isto é, das pessoas que já morreram e, quando em vida, possuíam uma evolução espiritual tal que, agora, depois de mortas, são supostamente capacitadas a doutrinar aqueles que ainda estão encarnados.

Mas a Bíblia condena veementemente esta prática, que nada mais é do que consulta aos mortos, biblicamente conhecida como necromancia (Dt 18.11; Is 8.19). De acordo com o texto sagrado em estudo, o ato de se comunicar com os mortos é fruto da incapacidade humana, uma vez que aqueles que já faleceram não participam nem sabem nada do que se passa debaixo do sol (Ec 9.5,6).

A Bíblia também nos ensina que todo o esclarecimento atinente às questões espirituais é oriundo de Deus, não estando o homem – vivo ou muito menos morto – habilitado a esclarecê-las (Mt 16.17; Lc 24.45; 1Co 2.11a).


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