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Àqueles a quem perdoardes os pecados (João 20.22,23)


Catolicismo Romano. Com base nestes versículos, declara que Jesus concedeu poder aos discípulos para que pudessem perdoar pecados e esse poder foi transmitido aos sacerdotes católicos ao longo dos séculos.

Resposta apologética: O poder de que nos fala o texto em referência, registrado também em Mateus 18.18, é meramente no sentido declarativo. A mensagem evangélica diz: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16). Estas palavras, no entanto, não podem salvar nem condenar. Apenas declaram que quem não satisfizer as condições da salvação por Cristo, estipuladas pelo próprio Cristo, já se condenou. Assim, se não é o pregador quem condena ou salva, segue-se também que o pregador não tem poder, de si próprio, para perdoar. O poder que possui é meramente declarativo. Podemos observar que, no Antigo Testamento, ninguém teve poder para perdoar pecados, senão Deus (Is 40.22; 43.25). O Novo Testamento diz que somente Deus pode perdoar pecados (Mt 9.2-7; Mc 2.7).

Seguindo o mesmo raciocínio, constatamos, ainda no Antigo Testamento, que os sacerdotes também não tinham poder de curar, mas de declarar. Não podiam dar ou tirar a lepra, porque era algo exclusivo de Deus. O poder concedido aos sacerdotes consistia, somente, em declarar e pronunciar o que Deus fizera (Lv 23.2-6, 11.13,20,37,43). Era um poder declarativo. Quando Davi pecou contra Deus, o sacerdote Natã disse: “Também o Senhor perdoou o teu pecado” (2Sm 12.13). O poder declarativo do profeta Natã garantiu, por sua declaração ao rei Davi, que seu pecado estava perdoado, devido à sua manifestação de arrependimento.

Este poder declarativo, concedido na antiga lei foi aos profetas, foi outorgado aos discípulos do Senhor Jesus na nova aliança. Assim, os servos de Jesus podem declarar “perdoados” (isto é, limpos do pecado) àqueles que se encontram ligados a Deus, mas não podem dizer o mesmo aos impuros, aos imundos, por estarem desligados de Deus (20.23; Mt 18.18). Ora, se realmente Jesus tivesse dado autoridade para perdoar pecados, algo exclusivo dele, então o apóstolo Tomé ficou sem essa autoridade, porque, naquele momento, não se encontrava entre os demais discípulos (20.24). Finalmente, sabemos que a missão do Senhor Jesus foi dar a sua própria vida para a remissão dos pecados (1.29; Mt 26.28; Lc 24.47; Rm 8.2; 1Co 15.3; Hb 9.26; 1Jo 1.7,9; 2.1,2,12). Portanto, só Jesus pode perdoar.


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