Ilustração



A bem-aventurança das três árvores


“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Ef 3.20,21)

Havia, no alto de uma montanha, três árvores que sonhavam sobre o que seriam depois de grandes e frondosas.

A primeira, olhando para as estrelas, disse: “Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros!”.

A segunda, olhando para o riacho, suspirou: “Eu quero ser um navio grande e transportar reis e rainhas!”.

A terceira, olhou para o vale, disse: “Eu quero ficar no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus”.

Muitos anos se passaram e, certo dia, três lenhadores cortaram as árvores, todas as três ansiosas por serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas, os lenhadores não costumam ouvir ou entender sonhos... Que pena!

Aquela que queria ser o baú mais precioso do mundo acabou sendo transformada em um cocho de animais, coberto de feno.

Aquela que queria ser um navio grande e transportar reis e rainhas virou um simples barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.

E aquela que queria crescer sobre todas as demais árvores e fazer as pessoas se lembrarem de Deus foi cortada em vigas grossas e colocada ao lado de um depósito.

Então, todas perguntaram, desiludidas e tristes: “Por que isso nos sucedeu?”. Mas, a história dessas árvores não acaba assim.

Numa bela noite, cheia de luz e estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais e, de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo, como tanto sonhara: “E [Maria] deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2.7).

A segunda árvore acabou transportando um homem que terminou dormindo no barco, mas, quando a tempestade quase afundou o barco, o homem se levantou e disse: “Paz”. E, num relance, a segunda árvore entendeu que estava transportando o rei do céu e da terra!: “E [os discípulos] sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4.41).

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade, e que as pessoas sempre lembrariam de Deus e de seu Filho ao olharem para ela: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1.18).

As árvores haviam tido sonhos e desejos... Mas, a sua realização foi infinitamente maior do que haviam imaginado. Não importa o tamanho do seu sonho, acreditando nele, a vida ficará mais bonita e muito melhor de ser vivida.

Então, nunca pense que é tarde demais. Nunca!


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