Ilustração



São os seus olhos! (II)


Dois homens, doentes terminais, ocupavam o mesmo quarto em um hospital público dos EUA. Com o tempo, tornaram-se a única companhia um do outro e falavam sobre tudo: suas infâncias, suas mulheres, suas famílias, seus empregos, onde costumavam ir nas férias. Um deles, que podia sentar-se, todo dia à tarde aproximava-se com dificuldade perto da janela e ficava descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que afirmava ver.

Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lindo lago de águas tranqüilas, que patos e cisnes brincavam na água, enquanto crianças navegavam seus pequenos barcos de papel, enquanto outras soltavam pipas coloridas. Que jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores que possuíam todas as cores do arco-íris. E grandes e velhas árvores cheias de elegância ofereciam sua sombra nos dias mais ensolarados do verão.

O homem imobilizado na outra cama já acostumara esperar por esse período do dia, quando seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do seu companheiro de quarto. Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo tão primoroso, que o ajudava a manter as esperanças por sua cura.

Uma noite quente, o homem perto da janela sentou-se em sua cama e descreveu que havia um desfile na rua, e que lindas alegorias de anjos enfeitavam as bandas que tocavam. Seu colega achou estranho porque ele nada ouvia. Anoiteceu. Pela manhã, a enfermeira chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou o homem que ficava perto da janela morto. Ele morrera pacificamente enquanto dormia. Após a retirada do corpo, o outro homem pediu ao enfermeiro que mudasse sua cama para perto da janela e que o ajudasse, ainda que por uma única vez, a olhar por aquela janela. Ajudado pelo enfermeiro, ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor. Quando conseguiu fazê-lo, deparou-se com um muro muito alto e velho, que era a divisa do hospital com um feio terreno baldio.

Assustado, ele contou ao enfermeiro as narrativas de seu companheiro, coisas tão lindas, todos os dias, quando se sentava junto àquela janela. O enfermeiro, surpreendido com o caso, respondeu que talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo nos seus momentos em que as dores apertavam. (Baseada em fatos reais).

Mais uma vez, podemos nos lembrar de Jesus, quando disse: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso” (Mt 6.22,23).


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