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    São Paulo, a cidade dos mil povos

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Por Jamierson Oliveira

Para falar de São Paulo é preciso conhecer sua história, uma história tão rica que conta a vida de uma nação.

Para falar de São Paulo é preciso conhecer a história de seu povo, um povo desbravador, bandeirante, que com infinita coragem subiu serras e abriu florestas para marcar seu território.

Para falar de São Paulo é preciso contar suas conquistas.


A origem de São Paulo


A colonização de São Paulo começou em 1532 quando, em 21 de janeiro, Martim Afonso de Souza fundou a povoação que iria transformar-se na Vila de São Vicente, uma das mais antigas do Brasil e a mais remota da Colônia. Dando continuidade à exploração da terra e em busca de novos gentios para evangelizar, no cumprimento da missão que os trouxera ao Novo Mundo, um grupo de jesuítas, do qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalou a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga, onde encontraram, segundo cartas enviadas a Portugal, "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas".

Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania, que incluía então um território muito mais vasto que o do atual Estado. Em 1711, a vila fora elevada à categoria de cidade.


A capital


A capital paulista é cheia de surpresas. Está longe o tempo em que era apenas considerada a terra da garoa, do trabalho e do concreto.

São Paulo, a capital, tem sim sua garoa, geralmente nos primeiros três meses do ano. É mesmo a cidade do trabalho, do corre-corre, do dia-a-dia cheio de atividades. O concreto é aparente, visível, com seus prédios monumentais, os shoppings, os bairros residenciais.

No interior são 644 municípios, incluindo a Grande São Paulo e a Região Metropolitana. Um vasto território com grande diversidade de costumes e tradições. Sempre de portas abertas, o interior paulista faz que pessoas vindas do mundo todo se sintam bem-vindas e à vontade. Um interior onde se plantando tudo dá. Onde indústria, ciência e tecnologia se desenvolvem e caminham para a modernidade.

Um interior cheio de matas, trilhas, florestas, cachoeiras, cascatas, rios, estâncias climáticas e hidrominerais. E ainda há as praias, que margeiam o litoral paulista com suas areias brancas, suas ondas borbulhantes e sua gente caiçara.

Um interior cheio de festas, de música, de dança, de espetáculos.


Os paulistanos e os paulistas


A pobreza dos tempos coloniais jamais levaria a imaginar a pujança e o dinamismo econômico, social e cultural característicos de São Paulo. Quem construiu toda essa riqueza? Em primeiro lugar, o que se poderia chamar de "espírito bandeirante" de São Paulo.

O que é notável, desde os primeiros tempos coloniais, é que, num território inóspito, uma população escassa de colonos portugueses intensamente misturada às populações indígenas nativas e, mais tarde, aos escravos africanos - para formar este mundo de mamelucos, cafuzos e mulatos da capitania e depois província colonial - fosse capaz, movida pelo gosto da aventura e pela ambição, de sustentar um empreendimento de vulto e tão arrojado como a organização das "bandeiras", que resultaria na redefinição do território nacional em suas fronteiras atuais.

É essa população cabocla, essencialmente mestiça, que manteve por três séculos a cultura tradicional paulista, a cultura "caipira" encontrada ainda no interior do Estado.


Aspectos religiosos


São Paulo é a cidade mais cosmopolita de todo o Brasil. Talvez só perca esse posto para Nova Iorque, Tóquio ou Pequim. É por isso que contém essa imensidão de crenças e religiões espalhada por todo o território paulista. Costuma-se dizer que em São Paulo existe de tudo. Com certeza, levantar uma estatística religiosa sobre o Estado paulista seria uma tarefa árdua e com muitas possibilidades de erros, devido às constantes mudanças ocorridas todos os dias no corre-corre do paulista.

A maioria dos paulistas é católica: cerca de 70% da população. Mas esse dado estatístico é discutível, pois os adeptos de outros movimentos religiosos, como, por exemplo, os espíritas, também se intitulam católicos. Esse fator acontece porque geralmente os adeptos de movimentos ocultistas se casam na igreja católica e a base para os institutos governamentais estabelecerem a pesquisa passa pelos registros de casamentos e batismo. Por isso não podemos falar que a porcentagem divulgada por esses órgãos governamentais seja exata, porque sabemos que a taxa de católicos praticantes é muito menor.


A igreja evangélica


A igreja em São Paulo é muito grande, influente e forte. No começo, quando as grandes igrejas evangélicas vieram para o Brasil, o Estado serviu de base para elas devido à infra-estrutura social e econômica. Hoje, São Paulo possui grandes igrejas, como a Igreja Bíblica da Paz, as Assembléias de Deus com seus ministérios, a Igreja do Evangelho Quadrangular, as igrejas Batistas e Presbiterianas e a igreja Renascer em Cristo.

Juntas, essas igrejas promovem a maior concentração em massa de evangélicos do mundo. O evento é intitulado "Marcha para Jesus" e acontecendo todos os anos, entre os meses de maio e junho.


O apelo missionário


Falar em missões em São Paulo é pensar em evangelismo urbano, pois as necessidades do Estado são transparentes. Os desabrigados, as pessoas que moram nas ruas, as prostitutas e o tráfico de drogas (como o que ocorre na "cracolândia", no centro velho de São Paulo) são desafios diários para qualquer igreja séria que deseja cumprir o "Ide" de Jesus. Isso para não falarmos nas dificuldades de acesso às pessoas que vivem enclausuradas em seus apartamentos, estressadas pelo corre-corre do dia-a-dia.

Para evangelizar São Paulo, uma pergunta se faz necessária: "Quais as estratégias mais eficazes em uma cidade com essa?".

São Paulo serve ainda de estágio para os missionários brasileiros, pois possui uma diversidade étnica fabulosa. Exemplos: se o missionário tem um chamado para o Japão e países orientais, ele pode conviver e aprender sobre esses povos na Liberdade, um bairro típico de japoneses imigrantes. O bairro do Bixiga, na capital, possui cerca de 6 milhões de italianos, sendo que no Estado todo esse povo são 13 milhões. Sem contar os cabo-verdianos, os equatorianos, os holandeses, os coreanos, os espanhóis, os russos, os chineses, os armênios, entre muitos outros estrangeiros.

Por esse motivo, o Estado de São Paulo é conhecido apropriadamente como o Estado dos mil povos. Qual é a base da mistura cultural do paulista? A resposta correta é: o mundo! Afinal, são mais de 60 países que se estabeleceram em São Paulo em busca de oportunidades.

Viva São Paulo, a cidade do Brasil!


Do total da população de 36.969.476 habitantes


Católicos Romanos 70%

Evangélicos 17,2%

Sem religião 6%

Espíritas 3%

Outras religiões 2%

Não determinada 1,13%

Religiões orientais 0,6%

Judaísmo 0,07%


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