Missões



Bali, a pérola do Índico


País: República da Indonésia

Localização: Sudeste asiático, no oceano Índico

Capital: Jacarta

População: 226 milhões

Moeda: Rúpia

Idiomas: Bahasa indonésio e inglês em áreas turísticas

Religião: 95% hindu, minoria muslim e católica

Visto: Não exige visto de entrada

Banhada pelo oceano Índico, Bali é uma das 13 667 ilhas da Indonésia (com certeza a mais bela e exótica de todas), com apenas 5 620 quilômetros quadrados (menor do que Brasília). As diferenças entre ela e as demais ilhas começam pela religião. Os balineses são hinduístas e todos os dias pela manhã as mulheres preparam com capricho suas oferendas em pequenos cestos de folhas de palmeiras, onde colocam flores, frutas, arroz e incenso. Enquanto isso, as outras 13 666 ilhas da Indonésia são muçulmanas e as mulheres andam com corpos e rostos cobertos, contrastando com o colorido e a exuberância das roupas balinesas.

Em Bali, o hinduísmo está presente em tudo. As oferendas são colocadas estrategicamente nas calçadas, em frente a todas as lojas e casas. Se o visitante não estiver atento, poderá pisar em várias delas. Mas se isso ocorrer, o visitante não deve se preocupar, pois ninguém ficará bravo. O cheiro de incenso toma conta da ilha - calcula-se que existam cerca de 22 mil templos. Por todos os lados, em todas as ruas, sempre existe um. Os templos mais famosos são: o de Tanah Lot, no meio do oceano, o de Uluwatu, conhecido como "templo dos macacos", o de Besakih, considerado um dos mais importantes, e o de Ulun Danu, que fica no lago Bratan.


O misticismo revelado de Bali


Macacos são considerados animais sagrados para os balineses, mas as pessoas devem tomar cuidado com esses dóceis animais, pois, a qualquer momento, eles podem roubar seus óculos ou boné. Por isso é necessário deixar os acessórios do lado de fora do templo. Para poder entrar nos locais sagrados de Bali, homens e mulheres precisam vestir saia. Caso não esteja com a roupa adequada, não há problemas. Os balineses se encarregam em colocar no visitante um sarongue (canga) roxo com uma faixa laranja na cintura.

Bali parece ser toda decorada especialmente para agradar os turistas. O motivo, em verdade, não é este, mas, sim, reverenciar os muitos deuses do panteão hindu. Além dos templos, toda vez que o turista chegar a um vilarejo encontrará uma escultura com as paredes laterais imitando palmas das mãos estendidas em sinal de bênção. As esculturas são de animais, dragões, pessoas, entre outras. Na maioria das vezes, as estátuas estão vestidas com uma saia quadriculada em preto-e-branco, para equilibrar as forças positivas e negativas. Até as árvores recebem esses trajes.

Sem sombra de dúvida, Bali deveria ser conhecida por todos nós - certamente, cada um iria encantar-se com um mistério diferente. Praias, vulcões, calor humano, oferendas, compras. Não importa o motivo. O que importa é que Bali, em todas as suas versões, realmente enfeitiça.


Um pólo turístico


Bali poderia receber dos turistas o apelido de "Ilha da alegria" por vários motivos. O primeiro deles é a hospitalidade, simpatia e felicidade que os habitantes locais transmitem e recebem dos estrangeiros, mesmo com toda a pobreza em que vivem. O salário mínimo em Bali é de US$ 30 por mês (quase um quarto a menos do que o do Brasil), e em muitos lugares não existe água encanada, muito menos esgoto.

Outro ponto é a generosidade da natureza, que parece ter esculpido todas as praias, uma a uma. Todas, exceto Kuta Beach, têm fundo de coral, e a grande maioria só tem areia quando a maré está baixa. Vale a pena passar pelo menos um dia em cada uma das praias, principalmente na de Uluwatu, contemplado a natureza e se divertindo com as balinesas, sempre querendo vender alguma coisa.

Bali é freqüentada por turistas do mundo todo, mas principalmente por italianos. O mais impressionante é que ninguém vai apenas uma vez à ilha. Depois de alguns anos (ou no ano seguinte, quando possível) todos voltam. Principalmente os surfistas.

A Indonésia é considerado um dos melhores lugares para surfar. Em Bali, não é diferente. Todos os dias, as ondas são perfeitas (já que o fundo do mar é estável por ser de coral) e diariamente o vento contribui para a formação das ondas. Além disso, existem diversas praias com opções de ondas maiores ou menores, e todas com tubos (uma das manobras preferidas dos surfistas).

Para esses esportistas radicais, Uluwatu é uma das praias preferidas. Também é a mais perigosa, já que as melhores ondas ocorrem quando a maré está baixa e, por esse motivo, os corais ficam mais próximos. Os surfistas precisam sempre usar as botinhas de borracha para proteger os pés, além de capacete e roupa de neoprene para evitar ferimentos.

Já é de praxe: surfista que vai a Bali e não se machuca nos corais não é surfista. Como estamos falando do paraíso, os cortes que podem infeccionar não são problema, pelo menos não nesta ilha. Existe um remédio de fabricação local, encontrado em qualquer esquina, que acaba com o problema no mesmo dia. O segredo é um pouco dolorido, mas bastante válido. Primeiro é necessário lavar o arranhão com sabão. Em seguida, com uma escova de dentes, esfregar álcool e, só então, aplicar o "santo remédio" de cor vermelho-escuro para ser formada uma proteção que contribuiu para a cicatrização.

Na praia de Padang Padag, também famosa, surfar só é possível quando em Uluwatu as ondas estão acima de oito pés (quase três metros de altura). Balangan é outra bela praia para os turistas.

Opções é o que não faltam. Bingin, Impossible's, Kuta Beach, Kuta Reef, e tantas outras, comprovam que Bali é também o paraíso para esses esportistas. A maioria das praias tem acesso difícil e não tem areia para os banhistas se espicharem ao sol. Mas é imprescindível a visita em cada uma delas. Para Uluwatu, há uma longa caminhada com descida acentuada, mas a beleza é compensadora. O turista deve conhecê-la quando a maré estiver vazia, pois, ao atravessar por baixo de uma imensa pedra, ele chega à praia (pequena, mas aconchegante) e pode se banhar em uma das calmas piscinas naturais, além de brincar com a infinidade de peixes coloridos que enfeitam as águas.


Pechinche nas ruas de Bali


As compras fazem a alegria de todas as mulheres e, pasmem!, dos homens também. É claro que eles não têm paciência de andar por toda a Legian - rua principal da praia de Kuta, onde se concentram centenas de lojas que comercializam todos os produtos imagináveis, desde os famosos sarongues (cangas) até artigos decorativos. A felicidade do sexo masculino está nos preços: verdadeiras bagatelas ficam ainda mais baratas depois de uma boa pechinchada que, em Bali, não pode faltar.

Por outro lado, as compras podem ser um problema em Bali. Todo mundo quer sempre vender algo aos visitantes: camisetas, bermudas, vestidos, canetas, sarongues, artesanato etc. E isso em qualquer lugar, seja na praia, dentro do carro ou na porta de um templo. Mas aos poucos o visitante se acostuma com mais esse "hábito" balinês.


No lugar certo


Entretanto, por mais baratos que sejam os produtos na Legian, os turistas nunca devem comprar nada antes de ir aos locais específicos para cada tipo de compra. Artesanato em madeira, com preços inacreditáveis (com US$ 10 se compra quatro peças grandes, todas feitas à mão) pode ser encontrado em Ubud, a uma hora e meia de Kuta.

Os artigos de prata, apesar de custarem caro no Brasil, em Bali têm preços acessíveis. O local certo é Celuk. A compra é direto da fábrica, o que oferece ainda a oportunidade de conferir a habilidade dos ourives que confeccionam peça por peça.

Existem muitas excursões (para duas ou mais pessoas) que, em um mesmo dia, percorrem essas cidades, o templo de Tanah Lot e o vulcão Kintamani. Mas o melhor é alugar um carro e ir sem pressa parando em cada uma das lojas. Para quem prefere hotéis maravilhosos, com todo o conforto e a mesma estrutura encontrados no Caribe, Bali também possui essa vantagem nas praias de Nusa Dua e Sanur.

O turista deve conhecer o interior da ilha para saber como realmente vivem os balineses. Existe uma infinidade de plantações de arroz, cultivadas em platôs, para aproveitar as condições acidentadas do solo. Isso torna Bali ainda mais bonita e verde.


Cozer ovos na água? Em Bali não é bem assim


Pode parecer incrível, mas em Bali é possível até comer ovos cozidos no solo. Entre subidas e descidas, é uma aventura e tanto chegar ao topo do vulcão Kintamani: mais de quatro horas de caminhada. Embora considerado inativo, entrou em erupção no ano passado. Ninguém ficou ferido.

No local, existe uma associação de guias que acompanham os aventureiros. De longe, é possível ver a fumaça que "brota" do chão. Como recompensa, ao chegar ao cume, é feito um buraco no solo, com a ajuda de um pedaço de pau, onde são colocados os ovos levados pelo guia. Depois de vinte minutos enterrados, já estão prontos para serem devorados em um delicioso lanche acompanhado por chá - a água também é fervida com o vapor do solo. Essa aventura pode ser feita a qualquer hora do dia, mas a melhor é antes do amanhecer, para que os turistas vejam, dos mais de dois mil metros de altitude do Kintamani, as primeiras luzes do sol.

Como tudo em Bali tem seu lado religioso, a associação criada para os passeios ao vulcão também existe devido às crenças. Até 1995, qualquer pessoa podia caminhar sozinha pelas entranhas desse "gigante". No entanto, quando algum problema ocorria (como a morte de um visitante perdido), para que os deuses não provocassem nenhuma desgraça, muitos animais precisavam ser sacrificados, o que trazia prejuízo. Os guias resolveram então se unir e formar a associação. Dessa forma, todos ganham o mesmo salário e só acompanham turistas nessa longa caminhada três vezes por semana.


Diferenças e curiosidades da ilha


 Com tantos trajes coloridos, parece que, para os balineses, todo dia tem festa. A mais importante delas é a Galugan, o ano novo, que acontece a cada 210 dias.

 Em Bali, todo mundo tem o mesmo nome. Seja homem ou mulher, o primeiro filho sempre será Wayan, o segundo Made, o terceiro Nyoman e o quarto, Ketur. Caso haja o quinto, a lista se repete. Por isso é comum todos terem apelidos ou serem conhecidos pelo sobrenome.

 Mesmo proibida por lei, a briga de galos é sucesso entre os nativos, pois é aceita pelo hinduísmo. É comum encontrar nas portas das lojas cestos especiais abrigando os vistosos animais. As brigas ocorrem em qualquer lugar. Para identificá-las, é simples: basta um aglomerado de pessoas. É só parar e acompanhar de perto a troca de apostas e a briga que, muitas vezes, dura apenas alguns segundos.


Algumas expressões em balinês


A língua oficial na Indonésia é o indonésio, mas cada ilha tem um dialeto que só os locais entendem. Por isso, todos falam inglês e, em Bali, o balinês. Caso seu inglês não seja fluente, não se preocupe com isso. Os nativos farão o possível para entendê-lo e serem entendidos. E, se você souber o inglês, prepare seus ouvidos para "adivinhar" o que os balineses dizem, pois o sotaque é acentuado e a letra "efe", por falta de uso, virou, "pê". Conheça algumas expressões em balinês:

 Selamat pagi - bom dia

 Selamat sori - boa tarde

 Selamat malan - boa noite

 Terima kasih - obrigado

 Silahkan - por favor

 Blee - amigo

 Bagus - ótimo

 Apa kabar? - como vai você?

Devido ao grande número de brasileiros que vão a Bali, é comum um balinês falar algumas expressões em português, como "obrigado", "como vai você?", "bonita" e até gírias, como "gatinha" e "sangue bom". Quando os nativos sabem que o turista é brasileiro, eles logo dizem: "Futebol... Ronaldo".


Para matar a fome


O turista não pode deixar de experimentar a deliciosa comida do restaurante 96, em uma das ruas paralelas a Legian e perto do famoso Tubes, parada obrigatória para uma foto - em uma das paredes existe uma prancha suspensa coberta por um tubo, o sonho de todo surfista. No 96, duas pessoas comem três pratos (as porções são pequenas), tomam duas cervejas e uma banana-split por apenas US$ 5.

A culinária balinesa é à base de arroz, vegetais e peixe. Os pratos típicos são: satey-satey (espécie de espetinho que pode ser de carne de vaca, porco ou frango, acompanhada por pasta de amendoim), nasi goreng (arroz frito com legumes) e mi goreng (igual àqueles macarrões instantâneos, misturados com legumes e acompanhado por ovo frito).


Parando o trânsito


Muito divertido é o trânsito. Uma verdadeira bagunça, onde todos se entendem: motos, ônibus, caminhões, pedestres, cachorros e galinhas. Não existem placas de "pare" ou semáforos em qualquer cruzamento. O veículo de transporte mais comum entre os balineses é a moto, que leva para qualquer lugar a família toda: pai, mãe e filhos, às vezes até três deles em uma mesma moto. A mão de direção é inglesa, mas o turista não deve se preocupar caso se atrapalhe: ninguém vai reclamar ou buzinar, no máximo acenarão com um caloroso "olá!".

Se o turista estiver andando pelas ruas e, de repente, o trânsito parar, não deve se preocupar. Trata-se de mais um ritual balinês, uma espécie de procissão católica, na qual homens e mulheres usam roupas coloridas e os famosos sarongues, todos carregando os mais variados objetos: esculturas, espelhos, deuses, alimentos, enfim, tudo para reverenciar os seus milhares de deuses. Essa cena é tão comum no interior da ilha que o seu espanto será apenas na primeira vez.


Dicas de viagem


 Bali fica literalmente do outro lado do mundo. Só de diferença de fuso são onze horas. Existem vários caminhos: pela Europa, a passagem mais cara, pela Austrália e a mais comum, passando pela África do Sul (Johannesburgo), Tailândia (Bangcoc) ou China (Hong Kong).

 Existem pacotes turísticos que fazem paradas nos países das escalas, ficando uma semana em Bali.

 Durante o ano todo, a temperatura em Bali é de cerca de 30 graus. A melhor época para viajar para a ilha é de maio a setembro, nos meses de inverno, quando não chove. No verão (de novembro a março) as chuvas são constantes.

 Um hotel de categoria três estrelas, bem localizado, por um preço acessível (US$ 15 a diária para duas pessoas, incluindo café da manhã tipo continental) é o Bali Subak, na Double Six. Outra vantagem desse hotel é que a grande maioria dos hóspedes é brasileira.

 Para entrar na Indonésia não é necessário visto. Basta apenas vacina contra a febre amarela. A moeda do país é a rúpia, muito desvalorizada em relação ao dólar. O câmbio varia diariamente. No mês de julho, cada dólar era trocado por 8 650 rúpias.


Por Raquel Almeida, AE


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