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    China - O Gigante Vermelho

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O País Continental


Com uma população em torno de 1 bilhão e 260 milhões de habitantes, crescendo numa média de 1,8 filhos por mulher, a China aparece no cenário mundial como uma grande potência econômica, o único país do mundo onde coexistem dois sistemas econômicos: o comunismo, na maior parte do território, e o capitalismo, em Hong Kong e Macau, regiões que permaneceram como colônia de outros países europeus.

Conforme pode ser observado na tabela ao lado, a China é o país mais populoso do mundo, ou seja, em cada 6 pessoas na terra uma é chinesa. A etnia han é o maior grupo étnico com mais de 90%. Herdeira de uma cultura milenar de 4 mil anos. A partir do século XX a China enfrentou muitas dificuldades políticas, os portugueses, a Inglaterra, a Rússia e a França foram alguns dos exploradores das riquezas naturais do gigantesco território que até então vivia sob a proteção e a sombra do grande imperador, gerando enormes conflitos como às duas Guerras do Ópio e a Guerra Boxers.

Dona de belas paisagens o Gigante Vermelho é também o berço de grandes religiões como o confucionismo, o taoísmo. A religião chinesa não é única como o judaísmo ou o islamismo, mas sim constituída de muitas filosofias religiosas diferentes, sendo três delas as principais, por exemplo: o Confucionismo (o primeiro dos três caminhos como San-chiao, derivado dos ensinamentos do sábio K'ung Fu'-tzu (551-479 a.C.) é a mais influente e eticamente dominante tradição na vida social.

O segundo caminho é o taoísmo que refere-se as seitas, linhagens e movimentos religiosos que buscam atingir o Tao (o caminho) como a suprema realidade e, conseqüentemente, a imortalidade pela meditação, liturgia e filosofia. Algumas dessas seitas estão ligadas ao controle, ritual dos espíritos e das correntes cósmicas do yin e do yang. O Budismo é o terceiro dos três caminhos. Os chineses em geral não sentem que devam aceitar determinada religião, eles escolhem aquela que lhes parece mais conveniente

Entender toda essa complexidade cultural e religiosa da China é o maior desafio para um trabalho missionário entre esse povo. Uma turne belo país continental nos dará uma noção disto.


Cidade de Xinjiang - a China Muçulmana


Confúncio deu lugar a Maomé, e Mao a Alá, esta é a realidade desta região onde a fé islâmica tornou-se majoritária. Nesta cidade não se houve o mandarim, língua oficial do país, nem se vê em chineses circulando pelas ruas, formada por uma população multirracial de 13 milhões de pessoas, a etnia Uigures, representam 50% deste total. Um povo alegre que valoriza a música e a dança.


A Capital


A Cidade Proibida de Pequim, símbolo e coração do Império Celestial foi construída no começo do século 15 para refletir a "glória eterna" dos imperadores da dinastia Ming.

Pequim transformou-se no mais grandioso conjunto de palácios do mundo, título que detém até hoje. Para construí-la foram necessários 100 milhões de tijolos, 200 milhões de telhas e a madeira das árvores do sudeste do país, que demorava quatro anos para chegar. Este notável conjunto arquitetônico possui 9.999 quartos, inúmeros palácios e jardins encantadores.

Na construção da cidade trabalharam mais de 100 mil homens que, ao término de sua jornada de trabalho, tinham de ir embora para as aldeias, pois na Cidade Proibida só podia viver o imperador e sua corte pessoal. Mais restritos ainda eram os cômodos interiores, já que além da sala do trono e de audiências só podiam entrar o imperador, suas concubinas e eunucos.

Um tema que se repete na decoração de todas a cidade é o dragão, um dos baixos-relevos do Palácio Imperial pode ser visto aqui (discovery - foto 2); acreditava-se que esse animal mitológico atraia as chuvas e, portanto, a abundância e a fertilidade.

Se o dragão é a máxima expressão do yang e princípio ativo da energia vital que anima o universo, é uma figura benéfica, não se pode dizer a mesma coisas do leão, cujo aspecto impões respeito, isso segundo as religiões chinesas. Sua ferocidade contrasta com a serenidade que as curvas dos telhados, conferem ao conjunto. Outros animais menos reconhecíveis - ou de origem mítica, como os hipogrifos e o unicórnio alado adornam alguns dos telhados.

A Cidade Proibida pretendia conter todo o cosmos no interior de suas muralhas. No centro deste universo estava o trono imperial. Todo o poder do Império Celestial emanava deste trono situado na sala central de um grandioso conjunto que de acordo com a lenda, possuía mil quartos.


A Cultura



Folclore, jogos e apresentações

O povo chinês adora excitação e o Ano Novo Chinês e outros festivais tradicionais são tempos de celebração especial e alegria. O canto e a dança estão em todos os lugares. Apesar da forte influência da cultura Ocidental na cada vez mais cosmopolita República da China em Taiwan, os vários costumes e atividades que acompanham as tradicionais festas e celebrações ainda são observados com entusiasmo.

Muitos destes costumes populares e performances estão incorporados nas celebrações festivas e competições realizadas no Ano Novo Chinês e outros festivais, e sido passados de geração para geração. Os mais comuns destes sejam talvez a dança do dragão e a dança do leão. Há inumeráveis outros tipos de performances de festivais populares, como "andar em um barco na terra," caminhar com ondas, "carregar um jovem nas costas", a dança do espírito do molusco, e assim sucessivamente. Em "carregar um jovem nas costas", uma jovem mulher amarra a cabeça de um manequim de madeira na cintura de uma pessoa velha para a frente de seu corpo, dando a impressão de que uma pessoa velha a está levando nas costas. Este retrato de duas pessoas em uma é executado como uma pantomima burlesca.

Na dança de espírito molusco, uma jovem mulher veste uma concha de molusco tecida de tiras de bambu. Numa rápida descrição, o espírito do molusco se abre e fecha na sua concha em resposta ao pescador lançando e o tirando de sua rede, mas quem não adquire nada em troca de seus esforços. Em outra, uma marceja tenta bicar a carne gostosa do molusco para comer, mas ao invés da carne vê seu bico na concha. Esta performance recebe inevitáveis e intensos risos e aplausos da audiência.

Jogos populares do povo chinês que vem de milhares de anos, tais como jogar diabolo, chutar um volante, pular corda e girar topos desafiam e deliciam as crianças ainda hoje. Com encorajamento e apoio do governo, jogos, espetáculos de palcos e costumes como estes tem sido trazidos para o século vinte na República da China.


Vestimentas

Uma surpreendente característica da tradicional vestimenta chinesa é que não é somente uma expressão externa de elegância, mas também um simbolismo interno. Cada e toda peça de roupa tradicional comunica uma vitalidade por si própria.

Os três tipos principais da tradicional vestimenta chinesa são o pien-fu, o ch'ang-p'ao ou um longo robe e o shen-i. típico destes três tipos de roupas, além de seus cortes largos e mangas volumosas, era um padrão que utilizava principalmente linhas retas e um ajuste solto formando dobras naturais, independente se o artigo de vestuário era pendurado diretamente ou era usado com uma faixa à cintura.

Cores mais escuras eram favorecidas sobre as mais claras nas tradicionais vestes chinesas, assim a cor principal da roupa cerimonial tendia a ser escura, acentuada com bordado elaborado ou padrões de tapeçaria feitos em cores luminosas.

As cores claras eram mais freqüentemente usadas pelas pessoas comuns em roupas para todos os dias e para a casa. Os chineses associam certos cores com estações, por exemplo, verde representa primavera, vermelho o verão, branco para o outono e preto para o inverno.

O Ch'i-p'ao é um padrão Manchu tradicional ainda popular hoje - Na moderna sociedade de Taiwan, os homens são vistos freqüentemente em ocasiões sociais usando o tradicional e refinado vestido longo chinês; as mulheres usam freqüentemente em o ch'i-p'ao, uma forma modificada da moda da tradicional da Dinastia Ch'ing, em ocasiões formais.


A Arte Chinesa do Chá

O Chá é uma parte indispensável da vida de um chinês, e quem quiser fazer missões com esse povo deve aprender a apreciá-lo. Um ditado chinês identifica as sete necessidades básicas diárias como combustível, arroz, óleo, sal, molho de soja, vinagre e chá.. Um homem chamado Lu Yu ficou conhecido por melhor resumir o conhecimento e a experiência de seus antecessores e contemporâneos no primeiro compêndio no mundo sobre chá - o Chá Clássico (ch'a Ching). Este trabalho ajudou a popularizar a arte de beber chá por toda a China, tornando ávidos bebedores de chá todas as pessoas desde o imperador e o ministro, ao vendedor de rua e soldado. (disquete - cha1 e 2.jpg 8)


A Música

À 3 mil anos uma completa teoria musical e sofisticados instrumentos musicais começaram a aparecer na China, devendo em grande parte à ritual música ortodoxa defendida por Confuncio. Na Dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.), o tribunal imperial montou uma Agência de Música, que estava encarregada de coletar e editar melodias antigas e baladas populares. Devido aos contatos comerciais com a Ásia Central, a música estrangeira entrou na China na forma, por exemplo, do p'i-p'a, ou alaúde, e o hu-ch ín, um violino tocado verticalmente. Influenciados por esta música originada no estrangeiro, os compositores da época modificaram e melhoraram a música chinesa. Na época do Imperador Hsuan Tsung (713-7¬55 d.C.) da dinastia T'ang, o tribunal organizou a trupe de canto e dança da Academia Per Garden, cultivando um número grande de músicos, e pondo, assim um início na fundação musical chinesa.


Povos Não Alcançados da China


Os Uigures da China são um povo orgulhoso, alegre e independente. Vivem nos oases entre as montanhas e o deserto de Xinjiang, a noroeste da China. Muitos trabalham nas terras regadas por túneis subterrâneos que trazem a água já derretida das montanhas. Produzem grãos., algodão e frutas, famosas por sua suculência. Têm sobrevivido a um sem número de devastações e ainda têm ânimo para contar piadas, cantar e dançar. Possuem uma mistura cultural muito especial pois estão na antiga rota da Seda, que unia a China com a Europa e Índia. Às vezes apresentam uma ingenuidade rural, devido ao seu isolamento do resto da China, e pelos grandes desertos e montanhas que os rodeiam.

Antes de adotar o islamismo, Xinjiang era um dos mais valorizados centros budistas da Ásia. Em Kashgar está a maior mesquita da China, Id Kha. Por causa da repressão religiosa, esse templo já foi destruído diversas vezes nos últimos 100 anos, mas é sempre reconstruído pelas mãos e pela fé dos discípulos de Maomé.


Os Iúgus

Vivem a noroeste da província de Gansu. Não possuem idioma escrito próprio e normalmente usam o chinês para escrever. Alguns iúgus também falam o tibetano. Os iúgus se dedicam à agricultura e à criação de animais. A roupa típica é uma bata com colarinho alto e um cinturão de cores vivas, o qual é preso de tal forma para que os extremos caiam a um dos lados. O lado esquerdo da veste é enfeitado com lenços. Usam arranjos estampados na barra de pele das mangas, e na frente, ao redor da costura central. As mulheres em idade de casar-se prendem o cabelo em pequenas tranças, as quais agrupam de três em três: duas na frente e uma terceira atrás. Vários adornos pequenos são colocados no final da trança. Usam chapéus brancos e botas.


Os Tus

da china é um grupo do tipo mongol que vive nas províncias de Qinghai e Gansu. Dedicam-se à agricultura e à criação de animais. São famosos por sua hospitalidade. Seu passatempo favorito é contar histórias, cantar e dançar. A roupa típica é uma bata com grandes mangas, confeccionadas com cinco pedaços de tecidos de diferentes cores. Usam também uma capa preta e vermelha, jóias, colares, brincos e outros ornamentos. As mulheres solteiras usam chapéus pretos e as casadas, de cores claras. As solteiras se penteiam com uma trança amarrada com fita vermelha e as casadas fazem várias tranças. Os tus são uma nacionalidade oficial na China. Até o momento não existe tradução bíblica.


Os Salares

Vivem em sua maioria ao leste da província de Qinghai. Seu idioma é parecido com o uigur. Possuem um alto nível de alfabetizados, utilizando normalmente a escrita chinesa e a uigur. Os salares são uma tribo turca que se instalou nessa região no século 15. São agricultores, criadores de gado e comerciantes. As mulheres solteiras usam vestidos coloridos. As casadas com menos de 50 anos vestem-se de preto, com um lenço como véu; as com mais de 50 vestem-se de branco e usam véu na frente de estranhos. Houve um avanço missionário entre eles antes de 1949, no entanto, nenhuma igreja foi estabelecida. É preciso Bíblias no idioma desse povo.


Os Huis

Se encontram ao norte, oeste e sul, estendendo-se também à Mongólia, à ex-União Soviética e Tailândia. São descendentes de árabes e persas que se casaram com chineses; não são de raça turca e nem mongol. São conhecidos como o grupo dos muçulmanos chineses, o que na realidade não é muito adequado pois há mais outros 9 grupos menores de muçulmanos na China. Este é o maior subgrupo étnico muçulmano. Apesar de haver muitos huis vivendo nas aldeias, também há muitos nas grandes cidades do norte. Beijing, foi antigamente, o centro de sua cultura e ainda hoje encontram-se ali umas 70 mesquitas. Há muitos aspectos culturais em comum com os outros chineses, o que poderia facilitar a evangelização, como ocorre com a maioria dos grupos muçulmanos na China. Os huis são sinceros em sua prática do Islamismo; o governo tem incentivado que o Secularismo oriente suas vidas. Receberam um tratamento preferencial por parte da República Popular da China para manter contato com os governos muçulmanos, de quem cobiçam os petrodólares.


Os Dongxiangues

São, provavelmente, o grupo humano menos alcançado da China. São muçulmanos e estão totalmente fechados. Pode ser que existia algum crente entre eles, se este for o caso, não se sabe. Os dongxiangues vivem ao sudeste da província de Gansu. São agricultores e pastores. Usam sobre suas calças, camisas de mangas largas com cores brilhantes, abotoadas à direita. Sobre a camisa vestem jaquetas vermelhas à direita e pretas, com decotes redondos ou em "V", enfeitados. As mulheres se utilizam de um pedaço de tela enrolado e o usam na cabeça como chapéu. Os dongxiangues apreciam lendas, contos folclóricos, poemas e as histórias da vida. O Evangelho chegou entre eles antes de 1949, porém sem resultado aparente. Já naquela década havia uma mesquita para cada 30 casas e um obreiro muçulmano para cada 9 famílias dongxiangue.


Os Dagures

São budistas, mas também praticam um pouco de chamanismo, animismo e politeísmo. Vivem nas três províncias ao norte, que fazem fronteira com a República Popular da Mongólia. Não possuem idioma escrito, a não ser o mongol e o chinês. São agricultores e criadores de animais, complementando seus hábitos alimentares, e a economia, com a caça e a pesca. Suas roupas são largas, principalmente da cor verde. Usam botas de couro, um cordão acetinado e bordado ao redor da cintura e uma jaqueta preta, também bordada e abotoada do lado direito. É um grupo não-alcançado que vivem em uma área fechada e é considerado muito necessitado. Não há obreiros cristãos entre eles.


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