Verbo



Fechado para balanço


Mais um ano terminou. E tudo começa novamente: planos, sonhos... estratégias para realizá-los. Tudo isso faz que o primeiro mês do ano e, principalmente, o primeiro dia, seja diferente dos demais. Janeiro é o mês do recomeço.

Os empreendedores que atuam no comércio reiniciam o novo ano com um balanço das atividades realizadas no ano que se findou. Fecham as portas, normalmente no primeiro dia útil do calendário econômico e começam a contar os produtos que sobraram do período que passou (o velho ano). Isso é feito não só para atender a normas contábeis, mas também para comparar resultados e concluir se houve crescimento ou não daquilo que foi investido. Independente de o resultado ser favorável ou não, medidas precisam sempre ser tomadas com o intuito de corrigir falhas ou melhorar ainda mais a performance da organização comercial.

Diante desse trabalho de verificação de resultados, realizado nas instituições que chamamos de pessoa jurídica e, principalmente, no comércio, nós, cristãos, podemos e devemos também aproveitar o ensejo para fazer um balanço da nossa vida com relação ao ano que se encerrou, promover estratégias, corrigir as falhas cometidas, empreender novos rumos para o ano que se inicia, melhorar os acertos e buscar um desempenho positivo.

Tomando como base a Palavra de Deus, que diz: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1Ts 5.23), dividiremos o homem em três partes (É bom frisar, porém, que aqui não pretendemos entrar na questão da dicotomia ou tricotomia. Nossa intenção é simplesmente didática), invertendo apenas a seqüência da ordem conforme registrada no texto bíblico supracitado. A inversão fica assim: corpo, alma e espírito (Na Bíblia está: espírito, alma e corpo).

Reafirmando a proposta acima, seria importante que cada pessoa parasse (fechasse) para um balanço com o objetivo de fazer uma reflexão de como atuou durante o ano que se encerrou. Para tanto, devemos perguntar a nós mesmos:

1. O que eu fiz com o meu corpo durante o ano? Pratiquei algum tipo de esporte? Fiz exercícios periodicamente? Mantive uma alimentação saudável? Evitei bebidas alcóolicas?

2. Por que agi assim? Não cuidei direito do meu corpo por falta de tempo? Não achei importante?

3. Quando? Em que momento do ano parei de me cuidar fisicamente? Meu peso alterou nos últimos meses? Deixei de caminhar no inverno? Parei de alimentar-me corretamente nos três últimos meses do ano?

4. Como cheguei a esta condição? Tive coisas mais importantes para fazer? Fiquei desiludido com a vida?

5. Para onde levei meu corpo? Lugares inadequados para cristãos? Ambientes saudáveis?

6. Quanto tempo investi cuidando do meu corpo? Uma vez por semana, durante todo o ano? Uma hora por dia? Não me lembro de ter cuidado do meu corpo?

7. Alguém ou alguma coisa me impediu de cuidar do meu corpo? Fiquei desempregado? Estou trabalhando muito? Arrumei amizades inadequadas?

8. Que iniciativas tomei para proteger meu corpo? Fiz exames médicos periódicos? Evitei alimentos gordurosos? Dormi o necessário?

Estas mesmas perguntas, entre muitas outras, devem ser feitas também em relação à alma, que é nosso intelecto, e ao espírito. E, se possível, quantificar cada atitude tomada no ano que passou com relação ao nosso corpo, alma e espírito. Por exemplo: atitudes reprovadas pela Palavra de Deus devem ser consideradas negativas e descartadas; ou seja, não devemos repeti-las no novo ano. As atitudes aprovadas pela Palavra de Deus devem, obviamente, ser consideradas positivas. Sendo assim, devemos repeti-las.

De acordo com as respostas às perguntas acima, você pode concluir se o ano que passou foi produtivo (de crescimento) ou não nas três áreas em análise (corpo, alma e espírito). Pode também traçar um novo plano para o ano que se inicia.

Lembre-se: a bússola para nortear a nossa vida deve ser sempre o ensino do salmista, que diz: "Lâmpada para meus pés é a tua Palavra, e luz para meu caminho" (Sl 119.105).


Por Antonio Fonseca


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