Apologética



Igreja Local de Witness Lee – Parte 13 – Tipologia do bode emissário


Assim Crê a Igreja Local:

O ensinamento sobre o dia da expiação por Witness Lee diz exatamente o que pregam os adventistas por meio de Ellen Gould White. Interpreta ele que o bode emissário tipifica Satanás sobre quem os pecados dos crentes serão finalmente colocados. Satanás se torna o que carrega os pecados dos crentes da Igreja Local: Quando Deus fez com que o Senhor Jesus levasse os nossos pecados na cruz para sofrer o julgamento e a punição de Deus em nosso lugar, Ele também fez com que todos os nossos pecados fossem postos sobre Satanás, a fim de que este arcasse com eles para sempre. Isso é revelado em tipologia na expiação registrada em Levítico 16. Quando o sumo sacerdote fazia expiação pelos filhos de Israel, ele tomava dois bodes e os apresentava diante de Deus. Um era para Deus e devia ser morto para fazer expiação pelos filhos de Israel, enquanto que o outro era ‘por Azazel’; isto é, para Satanás, para levar os pecados dos filhos de Israel (Lv 16.7-10,15-22 – IBB, Imprensa Bíblica Brasileira) (“Lições da Verdade – Nível Um, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 126). Deus pôs todos os nossos pecados sobre o Senhor Jesus a fim de que os levasse todos, para sofrer a punição de Deus por nós e cancelasse a acusação contra nós diante Dele. Ele então deu todos os nossos pecados de volta a Satanás a fim de que ele mesmo os carregasse. Deus, assim, pode perdoar-nos dos nossos pecados e fazer com que eles nos abandonem (“Lições da Verdade – Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 127).

Resposta Apologética:

Os israelitas em seu calendário religioso celebravam sete festas anualmente. A Festa dos Asmos, da Páscoa, de Pentecostes, das Trombetas, da Expiação e dos Tabernáculos (duas festas com o mesmo título). Uma das mais importantes era a Festa da Expiação e que está mencionada em Lv 16.29-34. Nesse dia solene, os pecados dos israelitas eram removidos deles na figura de dois bodes: um o bode expiatório, que era morto e o sangue era aspergido no propiciatório do lugar santo dos santos do tabernáculo e, posteriormente, o sumo sacerdote saía do lugar santíssimo e colocava as mãos sobre a cabeça do bode emissário era conduzido ao deserto pela mão de um guia e lá deixado. Essa cerimônia do dia da Expiação representava as duas fases da obra vicária de Cristo. A morte de Cristo efetua plena redenção do pecado do povo, nisso representando a obra de Cristo no calvário (Hb 9.11-12, 24;10.10-12), a segunda fase a remoção da maldição devida pelos pecados para nunca mais alcançar de novo aqueles que os cometeram. As seguintes razões justificam nossa interpretação:

a) Os dois bodes de Lv 16.5-10 eram apresentados para expiação dos pecados dos israelitas e não só o bode expiatório;

b) Em Levítico 16.22 se lê: Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode ao deserto;

c) Essa expressão levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária se refere à obra de Cristo profetizada em Isaías 53.11: Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satifeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si;

d) Sabemos que Jesus é aquele de quem o profeta falava (Is 53.4-7, conforme interpretação que lemos em At 8.30-35). E Jesus é o Cordeiro de Deus que leva os pecados do mundo (Jo 1.29). Podemos ver isso também em 1 Pedro 2.24.


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