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E te encerrem na prisão (Mateus 5.25,26)


Catolicismo Romano. Cita estes versículos para defender a doutrina do purgatório, afirmando que Jesus nos dá a entender que, após a caminhada da vida presente (a via), pode haver um cárcere (metáfora), de onde o réu (o homem) sai depois de ter expiado por completo.

Resposta apologética: Os versículos em referência nos mostram um quadro em que o Senhor Jesus trata da relação do homem com o seu inimigo; ou seja, está falando de certo devedor e seu credor (Cf. Lc 12.58,59). Aqui, neste caso, a palavra adversário não se refere ao diabo e o termo “prisão” ou “cárcere” não tem nada a ver com purgatório. Na verdade, trata-se de um acerto de contas, ou reconciliação, entre os homens. Assim, a humildade de espírito pode nos livrar de muitos dissabores, mesmo quando estamos errados. No sentido espiri¬tual, a única maneira de o homem pagar suas dívidas é aceitando o Senhor Jesus como Salvador (Jo 8.32; 14.6; Cl 2.14). Além desses textos, o Catolicismo Romano usa freqüentemente a tradição e o livro apócrifo dos Macabeus (2Mc 12.43-46), cujo autor, ao concluir a obra, solicita perdão ao leitor por alguma falha: “Eu também porei aqui fim à minha narração. Se ela está bem, como convém à história, isso é também o que eu desejo; mas se, pelo contrário, é menos digna [do assunto], deve-se-me perdoar” (II Macabeus 15.39). Isso nada mais é do que uma característica de que esse livro não foi inspirado por Deus. Logo, não possui nenhuma autoridade doutrinária.


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