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Quando se cumprirem os setenta anos (Jeremias 25.9-13)


Comentário apologético: Contrariando a interpretação de algumas seitas, a análise da profecia no contexto desta passagem mostra-nos que os setenta anos não se restringem apenas a Judá. Diz o seguinte: “Sobre todas estas nações em redor” (v. 9) e “Estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos” (v.11). Logo, era possível, durante esses setenta anos, servir o rei da Babilônia e a desolação de toda a Palestina, e não apenas a Judá e Jerusalém.

O profeta ainda diz mais: “E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonosor, rei de Babilônia, e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de Babilônia, a essa nação castigarei com espada, e com fome, e com peste, diz o Senhor, até que a consuma pela sua mão” (Jr 27.8).

Depois de Judá ter servido o rei dos caldeus por dezoito anos, recusou-se a permanecer submissa nos últimos dias de Zedequias. Então, a profecia se cumpriu em Jerusalém. Tal profecia, no entanto, não ameaçava somente Judá: “Se alguma nação e reino não servirem”. Devemos perceber que o profeta fez ameaças, o que não teria sentido se a cidade já tivesse sido destruída.

Outro ponto importante. A passagem 25.12 deste livro é uma referência aos setenta anos de supremacia babilônica: “Quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniqüidade, e a da terra dos caldeus”. A derrocada de Nabonido/Belsazar marcou o fim da supremacia babilônica, e Deus castigou a iniqüidade da terra dos caldeus.

A supremacia babilônica teve seu início, segundo alguns, quando o rei Nabudoconosor derrotou Faraó-Neco, na batalha de Carquêmis, em 605 a.C., no ano quarto de Joaquim, filho de Josias, rei da Judá (46.2). Mas, segundo outros, o início se deu em 609 a.C. (pois, do contrário, não seriam setenta anos) e o seu fim, em uma noite de orgia, no banquete de Belsazar, em 539 a.C. (Dn 5).

Outro dado importante é que o início do cativeiro não coincide com a destruição de Jerusalém, já que a referência 28.1-4 diz expressamente que, no ano oitavo de Zedequias, os vasos do templo já se encontravam na Babilônia, com os cativos. Jerusalém foi destruída no ano 11º de Zedequias (2Rs 25.2).


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