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Ele vos dará outro consolador (João 14.16)


Comentário apologético: A Bíblia afirma que o Espírito Santo é uma pessoa da santíssima Trindade. Jesus disse que enviaria outro consolador. No grego, a palavra “outro” é allos e denota diferença de personalidade e igualdade de essência. A palavra “consolador” é paracleto e significa uma pessoa que ficará do lado de alguém para ajudá-lo (Augustus Strong). O Espírito Santo não é uma mera força, pois possui personalidade, que é demonstrada pelos atributos pessoais que possui: inteligência (1Co 2.10), vontade própria (1Co12.11) e sensibilidade ou emoção (Ef 4.30).

Espiritismo. Declara que a promessa da vinda do Consolador se cumpriu em 18 de abril de 1857, quando Allan Kardec publicou o Livro dos espíritos, em francês, e a data ficou registrada como sendo o período em que o espiritismo moderno surgiu.

Ciência Cristã. Ensina que o Consolador é a “ciência divina”.

Resposta apologética. A Bíblia declara que a promessa de Jesus sobre a vinda do Consolador se cumpriu no dia de Pentecostes (At 2.1-4), quando os discípulos foram revestidos de poder para que pudessem testemunhar do evangelho (At 1.8). O Consolador prometido era alguém como Jesus, porque iria ficar no lugar de Cristo (14.18). Trata-se da terceira pessoa da Trindade e não de um movimento ou filosofia religiosa, cujos ensinos são contrários à Bíblia. É interessante notar também que Jesus emprega o gênero masculino “ele” e não o feminino “ela”, o que é um agravante no caso da “ciência divina”.

Islamismo. Afirma que os versículos bíblicos referentes ao Consolador que havia de vir estão, na verdade, se referindo à vinda de Maomé. A razão para tal afirmação está contida no Alcorão, que diz que seria enviado um apóstolo depois de Jesus, “cujo nome será Ahmad” (Sura 61.6). Yusuf Ali, comentarista dessa seita, diz que o nome Ahmad ou Muhammad é quase uma tradução da palavra grega periclytos. E, ainda, sustenta que parácletos é uma leitura corrompida de periclytos e que, no discurso original de Jesus, havia uma profecia sobre seu santo profeta Ahmad, que fora chamado pelo nome.

Bahaísmo. Esse grupo, oriundo do islamismo, acredita que a revelação de Cristo foi para sua própria época. Atualmente, não é mais uma orientação para o mundo. Assim todos aqueles que rejeitam a revelação da presente dispensação estão em trevas totais, porque os ensinamentos do passado são coisas do passado. Bahá’u’lláh seria o prometido que estaria, na atualidade, abastecendo o mundo.

Resposta apologética: Ao examinar a afirmação muçulmana de que o texto foi corrompido, os críticos deveriam analisar criteriosamente a verdadeira evidência textual. Há mais de 24 mil manuscritos do Novo Testamento datados antes de 350 d.C. A cópia mais antiga deste evangelho é o Papiro 75, cuja data encontra-se entre os anos 175 e 225 d.C. A palavra encontrada nesse documento é parácletos e não pariclytos, como querem os muçulmanos. Não existe nenhum manuscrito com o termo periclytos. Todas as vezes, o registro é parácletos. A alegação de que o texto fora corrompido não procede. Não há nenhuma evidência textual em que possa se apoiar.

A posição muçulmana encontra ainda maiores dificuldades quando lemos cuidadosamente o texto bíblico em referência e constatamos o que Jesus estava dizendo. Limitaremos o nosso exame às discrepâncias óbvias entre a posição islâmica e o que realmente está sendo dito: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre”. A palavra grega parácletos pode ser traduzida por “confortador”, “conselheiro”, “advogado” ou “ajudante”. Diante disso, indagamos: “A quem Jesus estava se dirigindo? Aos árabes ou, mais especificamente, aos ismaelitas?”. Claro que não. Estava falando aos crentes judeus, para os quais, inicialmente, o Consolador seria enviado. E Jesus, obviamente, não estava se referindo a Maomé, mas ao Espírito Santo.

Além disso, o texto bíblico em questão afirma que o parácletos, o Consolador, estaria conosco sempre. Maomé ou Bahá’u’lláh nasceram muitos séculos depois e já morreram. O evangelho de João diz: “O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (v. 17). O Espírito da verdade é outro título, ou sinônimo, de parácleto. Tentar reconciliar a declaração de Jesus com a posição islâmica é impossível. Não tem como ajeitar as coisas para dizer que Maomé era o Consolador profetizado por Jesus. O Salvador estava, de fato, se referindo ao Consolador, ou parácleto: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. O Consolador é o Espírito Santo.

Vejamos os motivos pelos quais os apologistas muçulmanos não citam o texto em estudo: a.) O Consolador foi dado aos discípulos de Jesus e Maomé não foi um deles; b.) Jesus disse que seus discípulos conheciam o Consolador: “Vós o conheceis” (v. 17); c.) Jesus disse que o Consolador seria enviado em seu nome e nenhum muçulmano crê que Maomé tenha sido enviado em nome de Jesus; d.) Jesus disse que o Consolador não falaria de si mesmo (v. 13); por outro lado, Maomé, constantemente, testifica de si próprio no Alcorão (Sura 33.40). A Bíblia diz claramente que o Consolador iria glorificar Jesus (v. 14). Maomé declara que é o substituto de Jesus, sendo um profeta superior a Jesus.

À luz do texto bíblico em análise, a interpretação islâmica é algo extremamente impossível. O cumprimento das palavras do Senhor Jesus ocorreu dez dias após, no dia de Pentecostes (At 2.1-4), e não seis séculos depois, a centenas de milhas de Jerusalém.

Igreja Apostólica Vó Rosa. Declara: “Jesus cumpriu sua promessa enviando o Consolador à Santa Vó Rosa que, através da Igreja Apostólica, tem convencido a muitos a respeito da verdade, da justiça e do juízo divinos”. E, ainda, interpreta que o Espírito Santo, denominado Espírito Santo de Deus, é outra pessoa espiritual: “Por isso ensinamos que a Santa Vó Rosa é viva e não morta, pois como Santa, herdou o poder do Espírito Santo, ainda mais por ser o atual Consolador, e seu espírito vive para sempre”.

Resposta apologética: Todo leitor da Bíblia, por menos informado que seja, nunca chegou a outro entendimento a este respeito. O verdadeiro cristão sabe que os nomes Espírito Santo e Consolador são denominações de uma mesma pessoa na Trindade (14.16,26; 15.26; 16.7-9).


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